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terça-feira, 5 de junho de 2012

Significado da Festa de Corpus Christi, celebrada nesta Quinta


Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.
A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração
A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Bispos tratam da importância da festa de Corpus Christi


No dia 7 de junho a Igreja celebra a festa do Corpo de Deus, mais conhecida como “Corpus Christi”. É uma celebração onde é realizada uma procissão pelas vias públicas, missa, e adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo cristão.
O cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.
“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Espírito Santo nos impulsiona a chamar Deus de Pai, explica Papa


Nesta quarta-feira, 23, o Papa Bento XVI continuou o ciclo de Catequeses sobre a oração, baseada nas Cartas de São Paulo. Aos peregrinos e fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre ressaltou que o Espírito Santo “nos ensina a nos dirigir a Deus como filhos, chamando-O de ‘Abbá, Pai’” com a simplicidade, o respeito, a confiança e o afeto de um filho por seus pais.
“Queridos irmãos e irmãs, o Espírito Santo nos ensina a tratar Deus, na oração, com os termos afetuosos de ‘Abbá, Pai!’, como fez Jesus. São Paulo, tanto na carta aos Gálatas como na carta aos Romanos, afirma que é o Espírito que clama em nós ‘Abbá, Pai!’”, ressaltou o Pontífice.
Bento XVI enfatiza ainda que a Igreja acolheu esta invocação, que é repetida na oração do "Pai-Nosso" e "poder chamar Deus de Pai é um dom inestimável". Ele não é somente o Criador, explica o Papa, mas é quem conhece cada um pelo nome, Aquele que cuida e ama todos imensamente, como ninguém no mundo é capaz de amar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A beleza de Pentecostes


"Pentecostes" é uma palavra originária do grego e significa "quinquagésimo", tendo em vista que marca o 50° dia depois da Páscoa. É a solenidade da vinda do Espírito Santo, narrada no livro dos Atos do Apóstolos (cf. At 2,1-13).
Contudo, antes de ser uma festa cristã, Pentecostes era uma festa judaica. Na sua origem, ela tinha outros nomes (Festa das Semanas e da Colheita) e era essencialmente uma festa agrícola. Com o passar do tempo, essa celebração perdeu a ligação com a vida dos agricultores (cf. Êxodo 23,14-17; 34,22), recebeu o nome grego de “Pentecostes” e se tomou uma festa cívico-religiosa.
No tempo de Jesus, celebrada 50 dias após a Páscoa, esta festividade também recordava o dia em que Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés, no Monte Sinai. A narrativa encontrada nos Atos dos Apóstolos coincide com a vinda do Espírito Santo na festa judaica de Pentecostes.
A profecia de Ezequiel (cf. Ez 36,26-28) fala a respeito de um novo coração. Trata-se de um coração de “carne” – em substituição ao coração de “pedra” – que o próprio Deus nos concede mediante a ação de Seu Santo Espírito.
A Lei de Deus, outrora gravada em pedras e dada a Moisés no Monte Sinai, é agora escrita em corações reavivados e transformados pela ação regeneradora do Espírito Santo Paráclito. Eis, meus irmãos, a beleza de Pentecostes!

Agora, graças ao Espírito Santo de Deus, o homem é capaz de cumprir fielmente a vontade de Deus e, assim, observar os Seus preceitos. Que notícia maravilhosa! Não estamos sozinhos nesta caminhada, meus irmãos: o Espírito Santo, nosso Consolador, nos indica a direção a seguir.
Ao escrever estas linhas, recordo-me de uma experiência recente que vivi. Um casal procurou-me para um atendimento. Enquanto a mulher falava, o marido permanecia quieto e cabisbaixo. De repente, quando sua esposa disse: “Ele é um bom marido e um pai dedicado, mas vive se autocondenando pelos erros do passado”, aquele homem começou a chorar e a dizer que tentava a todo custo sentir o amor de Deus, mas que era tudo em vão.
Naquele instante, fiquei em pé e pedi a Deus uma única coisa: que aquele pai de família recebesse a graça da efusão do Espírito Santo. E o vi “nascer de novo”. Agora ele derramava lágrimas de felicidade! O canto em línguas que brotava de seus lábios era um canto de vitória.