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terça-feira, 22 de maio de 2012

A beleza de Pentecostes


"Pentecostes" é uma palavra originária do grego e significa "quinquagésimo", tendo em vista que marca o 50° dia depois da Páscoa. É a solenidade da vinda do Espírito Santo, narrada no livro dos Atos do Apóstolos (cf. At 2,1-13).
Contudo, antes de ser uma festa cristã, Pentecostes era uma festa judaica. Na sua origem, ela tinha outros nomes (Festa das Semanas e da Colheita) e era essencialmente uma festa agrícola. Com o passar do tempo, essa celebração perdeu a ligação com a vida dos agricultores (cf. Êxodo 23,14-17; 34,22), recebeu o nome grego de “Pentecostes” e se tomou uma festa cívico-religiosa.
No tempo de Jesus, celebrada 50 dias após a Páscoa, esta festividade também recordava o dia em que Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés, no Monte Sinai. A narrativa encontrada nos Atos dos Apóstolos coincide com a vinda do Espírito Santo na festa judaica de Pentecostes.
A profecia de Ezequiel (cf. Ez 36,26-28) fala a respeito de um novo coração. Trata-se de um coração de “carne” – em substituição ao coração de “pedra” – que o próprio Deus nos concede mediante a ação de Seu Santo Espírito.
A Lei de Deus, outrora gravada em pedras e dada a Moisés no Monte Sinai, é agora escrita em corações reavivados e transformados pela ação regeneradora do Espírito Santo Paráclito. Eis, meus irmãos, a beleza de Pentecostes!

Agora, graças ao Espírito Santo de Deus, o homem é capaz de cumprir fielmente a vontade de Deus e, assim, observar os Seus preceitos. Que notícia maravilhosa! Não estamos sozinhos nesta caminhada, meus irmãos: o Espírito Santo, nosso Consolador, nos indica a direção a seguir.
Ao escrever estas linhas, recordo-me de uma experiência recente que vivi. Um casal procurou-me para um atendimento. Enquanto a mulher falava, o marido permanecia quieto e cabisbaixo. De repente, quando sua esposa disse: “Ele é um bom marido e um pai dedicado, mas vive se autocondenando pelos erros do passado”, aquele homem começou a chorar e a dizer que tentava a todo custo sentir o amor de Deus, mas que era tudo em vão.
Naquele instante, fiquei em pé e pedi a Deus uma única coisa: que aquele pai de família recebesse a graça da efusão do Espírito Santo. E o vi “nascer de novo”. Agora ele derramava lágrimas de felicidade! O canto em línguas que brotava de seus lábios era um canto de vitória.