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sexta-feira, 26 de julho de 2013

“Não se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade em nome da caridade”. (Sto Agostinho)


A verdade e a caridade são duas virtudes fundamentais para a nossa salvação. Uma não pode ser vivida sem a outra, desprezando a outra, pois uma perde o seu valor se não observar a outra.  Sem verdade não há verdadeira caridade e não pode haver salvação.
São Paulo disse que “a caridade é o vínculo da perfeição” (Col 3, 4) “A ciência incha mas a caridade edifica” (1Cor 8,1) “A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei” (Rom 13, 10) “Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade” (1 Cor 16, 14); “Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo.” (Ef 4, 15).
São Paulo mostra a excelência da caridade: “Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.” (1 Cor 13, 2).
Se “Deus é amor”, como disse São João, da mesma foram Ele é a Verdade. “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6). O Antigo Testamento atesta: Deus é fonte de toda verdade (Pr 8,7; 2Rs 7,28). Sua Palavra é verdade. Deus é “veraz” (Rm 3,4). Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente. “Cheio de graça e verdade” (Jo 1,14), Ele é a “luz do mundo” (Jo 8,12). “Para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12,46).
São Paulo disse a SãoTimóteo que “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. O nosso Catecismo afirma com todas as letras: “A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já estão no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem esta verdade foi confiada, deve ir ao encontro do seu anseio levando-lhes a mesma verdade.” (CIC §851)

domingo, 7 de outubro de 2012

Vaticano aprova nova bênção para crianças no útero



Vaticano, 28 Mar. 12 / 09:31 am (ACI/EWTN Noticias).- A Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) informou, em um comunicado oficial, que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deu sua aprovação ao novo rito de "Bênção de uma criança no útero".
A notícia foi divulgada neste 26 de março, Solenidade da Encarnação do Senhor. Esta bênção foi redigida pelo Comitê do Culto Divino da USCCB, a Conferência de bispos católicos dos EUA, ao constatar que não havia um rito aprovado para tal fim.
O Cardeal Daniel DiNardo, secretário do Comitê de atividades Pró-vida da Conferência episcopal norte-americana, manifestou sua alegria ao comunicar a notícia: "Estou impressionado pela beleza da vida humana no útero", comentou.
"Não poderia pensar em um melhor dia para anunciar esta notícia que a festa da Anunciação, quando recordamos o ‘Sim’ de Maria a Deus e a Encarnação dessa Criança nela, nesse útero, que salvou ao mundo".
"Queríamos fazer este anúncio o antes possível", afirmou Monsenhor Gregory Aymond, secretário do Comitê de Culto Divino da USCCB, "de forma que as paróquias possam começar a ver como esta bênção pode integrar-se na malha da vida paroquial".
O texto será impresso em um folheto bilíngüe (inglês-espanhol)e estará disponível para as paróquias norte-americanas no dia das Mães. "Oportunamente, esta nova bênção será incluída no livro de Cerimonial das Bênçãos, quando esta publicação seja revisada", anunciou Monsenhor Aymond.

Santa Hildegarda será 4ª mulher reconhecida como Doutora da Igreja



Da Redação, com Agência Ecclesia

Santa Hildegarda de Bingen foi canonizada por Bento XVI dia 10 de maio deste ano
Santa Hildegarda de Bingen será a quarta mulher a ser reconhecida pela Igreja Católica como "doutora da Igreja". O título será concedido pelo Papa Bento XVI neste domingo, 7, durante a Missa que marca o início da Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos. Na ocasião, São João de Ávila também receberá a distinção.
Até hoje, a Igreja Católica reconheceu 33 doutores, entre os quais três mulheres: Teresa de Ávila, Catarina de Sena e Teresinha de Lisieux.
A monja beneditina Hildegarda nasceu em 1098 e faleceu em 1179 no atual território germânico foi oficialmente canonizada por Bento XVI no último dia 10 de maio.
No dia em que o Papa anunciou a intenção de proclamar os dois novos doutores da Igreja Católica, ele destacou a “marca intensa de fé” que estes santos deixaram, “em períodos e ambientes culturais bem diferentes”.
Hildegarda, disse o Papa, “assumiu o carisma beneditino no meio da cultura medieval, foi uma autêntica professora da teologia e estudou aprofundadamente a ciência natural e a música”.
A monja e fundadora de dois mosteiros escreveu livros de mística e teologia, textos de medicina e análises de fenômenos naturais.
Em 1147, o Papa Eugénio III autorizou a mística a divulgar publicamente as suas visões e a falar delas em público, pelo que a partir de então o “prestígio espiritual de Hildegarda cresceu cada vez mais, ao ponto de os contemporâneos lhe atribuírem o título de ‘profeta teutônica’", recordou Bento XVI, em uma das duas catequeses que lhe dedicou em setembro de 2010, no Vaticano.

Afinal, Porque a Igreja não aceita o casamento CIVIL homossexual?



Na França, anuncia-se uma feroz batalha entre a Igreja Católica de um lado e o governo e as associações homossexuais de outro, acerca do casamento gay. É hora de decifrar as intervenções quase cotidianas dos bispos. Onde a história, a antropologia e o símbolo têm a sua importância.
Henri Tincq, publicada no sítio Slate.fr. Tradução é de Moisés Sbardelotto.

O projeto de lei para o casamento homossexual na França ainda não é oficialmente conhecido – a revista La Viepublicou o projeto preliminar que deverá ser apresentado ao Conselho de Ministros no dia 31 de outubro –, mas a Igreja Católica, à qual estão unidas as Igrejas protestantes, os consistórios judeus e o Conselho Geral do culto muçulmana, já faz sentir todo o seu peso na batalha.
Não passa um dia sem que um bispo adverta o legislador contra uma ruptura da prática tradicional de casamento, peça com força uma consulta nacional, ou até mesmo um referendo, alerte a opinião pública, como recentemente fez o cardealPhilippe Barbarin, arcebispo de Lyon, contra eventuais desvios:
se surgem referências antropológicas fundamentais como o casamento entre um homem e uma mulher, outros “pedidos incríveis” serão apresentados, como a supressão da proibição do incesto ou da poligamia!

Tratar com desdém ou desprezo, como se faz em algumas partes, esses fortes posicionamentos dos bispos significa fechar os olhos. São posicionamentos que lembram a batalha sobre a escola dos anos 80 ou a dos PaCS [Pacto Civil de Solidariedade] dos anos 1990.
Não se pode ignorar a leitura que os “adversários” propõe a um projeto que corre o risco de modificar substancialmente as regras e o perfil da sociedade francesa.

Resumiremos a seguir os seus argumentos.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Religiosas Salesianas evangelizam japoneses através da música.


As Irmãs da Caridade de Jesus, grupo pertencente à Família Salesiana, criou um pequeno coro com o objetivo de ajudar a descobrir o Dom da vida e evangelizar através do canto e da música.
Para as religiosas, quando o Evangelho toca a sensibilidade japonesa, a sua mensagem torna-se mais eficiente, por este motivo, dão muito valor à força evangelizadora proveniente da arte e da música.
Uma das irmãs comentou que os primeiros missionários salesianos enviados ao Japão “aprendiam a língua com grande esforço, para poder evangelizar, mas depois davam concertos para transmitir a mensagem do amor de Deus. É também isto que nos motiva a esse tipo de iniciativa”.
Seguindo o exemplo dos primeiros missionários, que chegaram a exibir-se em mais de 2 mil concertos, as Irmãs da Caridade de Jesus utilizam a música como meio de evangelização.
Após gravarem seu primeiro CD, no ano 2000, as religiosas fizeram numerosas apresentações em paróquias e também em prisões e reformatórios juvenis.
O “Pequeno Coro” em suas apresentações nos presídios, convida os detentos a viverem a música como oração. Como resultado, muitos presos manifestaram uma sensível transformação e uma redescoberta de quão grande é o dom da vida.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Escolas católicas da Papua Nova Guiné não obedecerão ordem do governo de distribuir preservativos a alunos.


A Conferencia Episcopal da Papua Nova Guiné anunciou oficialmente que as escolas católicas desobedecerão a ordem do Ministério da Educação de distribuir preservativos a seus estudantes e reagirão em consciência para não oferecer uma educação sexual contrária aos ensinamentos da Igreja.
Para Dom Panfilo, o Ministério de Educação não pode obrigar a Igreja a seguir sua política.
“Mesmo que o documento emitido pelo Ministério da Educação tenha muitos pontos positivos, não pode obrigar-nos a seguir uma política – o uso de contraceptivos – que contraste com nossa filosofia da educação”, declarou Dom Francesco Panfilo, Arcebispo e vice presidente da Comissão Episcopal para a Educação Católica.
O Bispos alertaram que as campanhas a favor da anticoncepção promovem a libertinagem sexual antes e fora do matrimonio, desencadeando ainda condutas de risco que podem resultar no contagio de HIV e outras enfermidades, o que faz com que ditas políticas sejam contraproducentes.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Missa em Salvador marca um ano da beatificação de Irmã Dulce


Nesta terça-feira, 22, o Santuário da Bem-aventurada Dulce dos Pobres celebra o primeiro aniversário da Beatificação de Irmã Dulce, com a realização de uma Missa, às 9h, conduzida pelo bispo de Irecê, Dom Tommaso Cascianelli. 
A programação da comemoração inclui, ainda, a acolhida aos frades da Ordem dos Capuchinhos, que passam a responder pelos trabalhos pastorais da OSID. 
Depois da Missa, foi realidade uma caminhada simbólica do Santuário ao antigo “Galinheiro”, local do convento Santo Antônio onde Irmã Dulce abrigou seus primeiros doentes, em 1949.
O processo de beatificação começou em 2000 e a autenticidade do primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce foi reconhecida pelo Vaticano em outubro de 2010. Desde o anúncio da beatificação - última etapa antes da canonização, para a qual será necessária a comprovação de mais um milagre -, a Assessoria de Memória e Cultura da OSID já recebeu mais de dois mil relatos de graças alcançadas, que os devotos atribuem à intercessão do ‘Anjo Bom’. 

Especialista convida a cultivar a mensagem de Fátima, "a Virgem que salvou ao Beato João Paulo II"


Com motivo do 95º aniversário da aparição de Nossa Senhora de Fátima, Paolo Gaetani, um estudioso especialista sobre o tema, animou seguir cultivando a mensagem da Virgem que "salvou a vida do Beato João Paulo II".
Numa entrevista ao grupo ACI, Gaetani indicou que "a mensagem da Virgem de Fátima é a oração e a penitência para obter a conversão dos pecadores".
Ao recordar o ataque feito pelo turco Mehmet Ali Agca contra o Beato João Paulo II, -no dia 13 de maio de 1981, Solenidade de Nossa Senhora de Fátima-, Gaetani afirmou que a Virgem de Fátima salvou a vida do Papa polonês.
Dois anos depois do atentado, João Paulo II visitou seu agressor na prisão da Rebibbia, conversou com ele e o perdoou.
"Aconteceram algumas particularidades - assinalou Gaetani-, pela quais se confirmou a intervenção da Virgem, por exemplo, a bala que atingiu o Papa foi introduzida na coroa da Virgem, que foi construída após o atentado com o ouro doado pelos fiéis, e ajustou-se exatamente no centro da coroa, sem nenhum tipo de retoque".

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um missionário católico foi o descobridor da nascente do Rio Nilo


O jesuíta espanhol Pedro Páez a descobriu dois séculos antes dos britânicos Richard Francis Burton e John Hanning Speke
Roma, segunda-feira 14 de maio de 2012 (ZENIT.org) - Richard Francis Burton e John Hanning Speke entraram para a história como os descobridores das nascentes do Rio Nilo, em 1858, no Lago Vitória. Mas, na realidade, foi um jesuíta espanhol, o padre Pedro Páez, quem descobriu, dois séculos antes, qual era a nascente principal de um dos maiores rios do mundo, aquele que, na Fonte dos Quatro Rios da Piazza Navona, é representado cobrindo a face.
A "reivindicação" é de um escritor espanhol, Fernando Paz, em seu livro "Antes de Todos". Paz dedica um capítulo ao heroísmo do jesuíta de Madri, que antecipou em dois séculos a revelação de um dos grandes mistérios da história. Burton e Speke, na verdade, descobriram a origem do Nilo Branco, no ponto mais distante da foz, no Lago Vitória. Mas o que importa no caso de um rio é o fluxo de água, e é o Nilo Azul que "transporta" 80% das águas do rio, até Omdurman. São estas as águas que Páez encontrou.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Documentos confirmam sinais de santidade na vida da Princesa Isabel


Cerca de 80.000 documentos começaram a ser analisados numa pesquisa que visa oferecer à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, subsídios para a abertura do processo de beatificação da Princesa Isabel (1846-1921). Dom Orani João Tempesta, arcebispo Metropolitano do Rio encarregou a tarefa de traçar um primeiro perfil biográfico da piedosa e caridosa vida da princesa ao o Prof. Hermes Rodrigues Nery, quem enviou um artigo à nossa redação contando as suas descobertas.
O prof. Nery, que também é coordenador do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté e propositor do pedido feito a Dom Orani João Tempesta, em outubro do ano passado, passou a semana do 7 a 13 de maio em Petrópolis, para aprofundar os estudos da vasta documentação do Arquivo Histórico do Museu Imperial
Segundo o Prof. Rodrigues Nery, os documentos pesquisados até o momento confirmam os sinais de santidade da princesa, que foi três vezes regente do Brasil, associando-se de modo ativo no movimento abolicionista, tendo protagonizado a libertação dos escravos no Brasil, há 124 anos.

sábado, 5 de maio de 2012

Achados arqueológicos confirmam sempre e cada vez mais doutrina católica qestionada pelas seitas.


Em 2005, foram encontradas na cidade de Megido, em Israel, as ruínas de uma igreja que pode ter sido uma das primeiras da história. Segundo a perita em inscrições antigas, Leah di Segni (Universidade Hebraica de Jerusalém), “as letras, os nomes e a forma [dos mosaicos lá encontrados]apontam para antes de Constantino”. Diz que a cerâmica encontrada – potes de cozinha, jarras de vinho – é “do fim do período romano”, tal como os motivos desenhados. “A decoração é romana, não bizantina. E não temos nenhuma cruz no chão, temos peixes.”

terça-feira, 1 de maio de 2012

Encontrados no Santo Sudário restos de ungüentos de 2 mil anos atrás


A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, mas também guardam uma correspondência “com os dos ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos", informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.
A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, como se acreditava até agora, mas também guardam também uma correspondência “com os dos ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos", informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.
O trabalho da pesquisadora, exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário que se celebra em Valência, se acrescenta a outros estudos apresentados neste simpósio que mostram a compatibilidade entre o corpo envolvido com a Síndone e o de Jesus Cristo.

sábado, 28 de abril de 2012

Mais de 22 mil batismos foram celebrados no Domingo de Páscoa na China



Mais de 22 mil batismos foram celebrados no Domingo de Páscoa na República Popular da China. 75 por cento dos batizados eram adultos e pertencem a 101 dioceses católicas.
Estatísticas elaboradas pelo "Study Center of Faith" da província a China de Hei Bei indicaram que houve um total de 22.104 os batizados: 4.410 de Hei Bei, 615 mais que o ano passado; e 3.500 de Hong Kong, que conta com 360 mil fiéis, informou a agência vaticana Fides.
Estes dados elaborados sem ter em conta que algumas diocese não celebram todos os batismos durante a Páscoa. Assim por exemplo, em Xangai houve 379 batismos o dia de Páscoa, mas no fim de ano se prevê que a cifra total supere os 1.500.
A irmã Li Guo Shuang, do "Study Center", explicou que ainda há dioceses e comunidades que "não puderam entregar seus dados (a quantidade de batizados) devido às dificuldades de comunicação", por isso, "as cifras não estão completas e ainda poderiam crescer".
Na China o culto católico só é permitido à Associação Patriótica Católica Chinesa, subordinada ao Partido Comunista Chinês, e rejeita a autoridade do Vaticano. A Igreja Católica, fiel ao Papa não é clandestina na China, mas é perseguida cosntantemente.
As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano foram quebradas em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram aos clérigos estrangeiros.
Fonte: CNBB

domingo, 22 de abril de 2012

Toda uma comunidade evangélica se converte ao catolicismo


Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e evangélicos retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.

O ex-pastor Alex Jones
Aconteceu nos Estados Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.
Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.
“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.
Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.
O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)
Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.
No começo do verão de 1998, o pastor Jones decidiu reativar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva em sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. “Minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Batismo e a Eucaristia. Mais tarde pode conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.
Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... “Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante”, diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu ia para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais”. Mas como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.

No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Por quê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correta: a Igreja Católica!” “Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto.” A SITUAÇÃO DA ESPOSA “Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex.
“Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela: “Quando começou a abraçar essa fé, eu disse: ‘Tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou acontecer no meu coração”.
No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), se encontrou com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “Então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo’”.
Exatamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e anunciou: “Eu sou católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo”.
Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vêm se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa “igreja carismática episcopal” antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.
O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

* Assista o testemunho completo do ex-pastor Alex Jones

* Leia mais sobre o caso de Alex Jones


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Porque e para que(m) a Liturgia católica usa o incenso em suas solenidades?


Quem não se rejubila ao ver, nas solenidades litúrgicas, elevarem-se dos turíbulos aquelas ondas que impregnam de suave perfume todo o recinto sagrado? Perfeita imagem da oração que sobe como oblação de agradável odor até o trono de Deus, nas Sagradas Escrituras incenso e prece são apresentados como termos reversíveis um no outro: “Suba direita a minha oração como incenso na tua presença” (Sl 140, 2).
Na mesma linha, lê-se no livro do Apocalipse: “Depois veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus” (8, 3-4).
Uma história de mais de três mil anos
A utilização dessa essência no culto divino provém de uma prescrição feita pelo Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que Este lhe entregou, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. O próprio Deus lhe ditou como deveria ser feito:

Os três Reis Magos ofereceram ao
Menino-Deus ouro, incenso e mirra.
“Toma aromas: estoraque, ônix, gálbano de bom cheiro, incenso lucidíssimo, tudo em peso igual. Farás um perfume composto segundo a arte de perfumador, manipulado com cuidado, puro e digníssimo de ser oferecido. E, quando tiveres reduzido tudo a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, no lugar em que eu te aparecer. Este perfume será para vós uma coisa santíssima” (Ex 30, 34-36).
Deus não deixa a menor dúvida de que essa essência odorífera deveria ser usada exclusivamente para o esplendor do culto divino: “Todo homem que fizer uma composição semelhante para gozar de seu cheiro, perecerá no meio do seu povo” (Ex 30,38).
Assim, obedecendo ao que Deus determinou a Moisés, o povo eleito queimou durante vários séculos, pela manhã e pela tarde, em homenagem ao Senhor um incenso de suave fragrância.
No Novo Testamento, ele surge já nos primeiros dias do Menino Jesus. Entrando os Reis Magos na casa onde estava Ele com sua Mãe, prostraram-se e O adoraram, em seguida abriram seus tesouros e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. “O incenso era para Deus, a mirra para o Homem e o ouro para o Rei”, diz São Leão Magno (Sermão n. 31). Portanto, dos três dons oferecidos, o de maior valor simbólico era o incenso.
A serviço do esplendor da Liturgia
Devido ao fato de os povos pagãos costumarem queimar todo tipo de perfumes em seus cultos idolátricos, por cautela a Igreja demorou certo tempo em admitir seu uso nas cerimônias litúrgicas.
Logo, porém, que a Liturgia começou a se desenvolver, ele fez seu aparecimento. Assim, nas primeiras décadas do quarto século, o Imperador Constantino ofereceu à Basílica de Latrão dois incensórios, feitos de ouro puro, os quais provavelmente permaneciam fixos em seus lugares e eram usados para perfumar o lugar santo.
O Papa Sérgio I (687-701) mandou dependurar na igreja um grande incensador de ouro para que, “durante as Missas solenes, o incenso e o odor de suavidade se elevassem mais abundantemente para o Deus Onipotente”.
Surgiu depois o turíbulo, mas, de início, sua utilização consistia apenas em ser levado pelo subdiácono à frente do cortejo litúrgico, perfumando o percurso do celebrante na entrada e na saída da Missa, e na procissão do Evangelho.
No correr do tempo, com o aperfeiçoamento das celebrações, instituiu-se a incensação no momento do Evangelho, depois no Ofertório e, por fim, no séc. XIII, na elevação da hóstia e do cálice.
Atualmente a incensação durante a Missa é facultativa, podendo ser feita durante a procissão de entrada, no início da Celebração, na proclamação do Evangelho, no Ofertório, e na elevação da hóstia e do cálice após a Consagração (cf. IGrMR, 235).
Efeitos e finalidades
O celebrante põe incenso no turíbulo e o benze com o sinal-da-cruz. Essa bênção faz dele um sacramental, isto é, um “sinal sagrado” mediante o qual, imitando de certo modo os sacramentos, “são significados principalmente efeitos espirituais que se alcançam por súplica da Igreja” (CIC nº 1166).
Um desses efeitos pode ser verificado no motivo da incensação do altar e das oferendas, na Missa. Incensa-se o altar para purificá-lo de qualquer ação diabólica, e as oferendas para torná-las dignas de serem usadas no Mistério Eucarístico.
O incenso é primordialmente um ato de homenagem a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como aos homens e objetos consagrados ao culto divino.
Segundo São Tomás de Aquino, a incensação tem duas finalidades. A primeira é fomentar o respeito ao sacramento da Eucaristia, já que ela serve para eliminar, com um perfume agradável, os maus odores que poderiam existir no lugar. A segunda, representar a graça, da qual, como um bom aroma, Cristo estava cheio.
Por fim, o carvão aceso no turíbulo e o perfume que se evola servem também para nos advertir que, se queremos ver nossas orações subirem assim até o trono de Deus, devemos nos esforçar para ter o coração ardente com o fogo da caridade e da devoção.
Por Irmã Angelis Ferreira, EP.