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sábado, 15 de abril de 2017

Sábado Santo, Dia de Maria, do Amor e da Vida

Rádio Vaticano (RV) - «Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.
Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança. 
Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite.
A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.
Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.  
  Como vivenciamos esses mistérios dolorosos quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?
Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Texto completo da pregação da sexta-feira santa 2017, do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap.

Na Basílica de São Pedro, com a presença do Santo Padre Francisco
(ZENIT – Cidade do Vaticano, 14 Abr. 2017).- Pregação da sexta-feira santa de 2017, na Basílica de São Pedro

“O CRUX, AVE SPES UNICA”
A cruz, única esperança do mundo Escutamos a narrativa da Paixão de Cristo. Trata-se, essencialmente, do relato de uma morte violenta. Notícias de mortes, e mortes violentas, quase nunca faltam nos noticiários vespertinos. Também nestes últimos dias, temos escutado tais notícias, como a dos 38 cristãos coptas assassinados no Egito no Domingo de Ramos. Estas notícias se sucedem com tal rapidez, que nos fazem esquecer, a cada noite, as do dia anterior. Por que, então, após 2000 anos, o mundo ainda recorda, como se tivesse acontecido ontem, a morte de Cristo? É que esta morte mudou para sempre o rosto da morte; ela deu um novo sentido à morte de cada ser humano.
Sobre ela, reflitamos por um momento. “Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19, 33-34). No início do seu ministério, àqueles que lhe perguntavam com qual autoridade ele expulsava os vendedores do templo, Jesus disse: “Destruí este templo e em três dias eu o levantarei”. “Ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2, 19. 21), havia comentado João naquela ocasião, e eis que agora o próprio evangelista nos diz que do lado deste templo “destruído” jorram água e sangue. É uma clara alusão à profecia de Ezequiel que falava do futuro templo de Deus, daquele lado do qual jorra um fio de água que se torna primeiro um riacho, depois um rio navegável, em torno do qual floresce toda forma de vida. Mas, penetremos no epicentro da fonte deste “rio de água viva” (Jo 7, 38), no coração trespassado de Cristo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pela terceira vez, Papa lava pés de detentos na Quinta-Feira Santa

O Papa Francisco presidiu nesta Quinta-Feira Santa, 13, a Missa da Ceia do Senhor na Casa de Reclusão de Paliano, ao sul de Roma.
A cerimônia, com o tradicional rito do lava-pés, não foi transmitida ao vivo a pedido do próprio Pontífice e pela falta de condições técnicas do presídio. A visita de Francisco teve um caráter estritamente privado e teve início às 16h (hora local, 11h em Brasília).
O Papa lavou os pés de 12 detentos (10 italianos, 1 argentino e 1 albanês). Entre eles, 3 são mulheres e 1 é um muçulmano que será batizado em junho. Além disso, dois deles foram condenados à prisão perpétua, enquanto para os demais a conclusão da pena está prevista entre 2019 e 2073.
“Deus ama assim! Até o fim. E dá a vida por cada um de nós, e orgulha-se disso, porque Ele é amor”, disse Francisco aos presos. “Amar até o fim… não é fácil porque todos somos pecadores, todos temos os nossos limites, defeitos, tantas coisas. E sim, todos sabemos amar, mas não como Deus que ama sem olhar às consequências”, prosseguiu Francisco, destacando o gesto de lavar os pés como sinal de humildade e atenção a todos.
“Aquele que parece o maior, que o faça aos outros”, exortou o Papa, convidando os presos a se ajudarem uns aos outros, “cada companheiro”, porque isso é “semear amor”.