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domingo, 7 de outubro de 2012

Você sabe o que é o “Sínodo” e por que foi convocado pelo Papa Bento XVI?



Antonio Gaspari
Na cidade de Loreto, o Papa Bento XVI confiou à intercessão de Maria, o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização (7 a 28 de outubro de 2012) e o Ano Fé (11 de outubro de 2012 – 24 de Novembro de 2013).
Os trabalhos do Sínodo dos Bispos, XIII Assembléia Geral Ordinária sobre o tema da “Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã” começarão segunda-feira, 8 de outubro.
Mas, o que é um Sínodo? Por que foi convocado? Quem participa? O que é discutido? Qual é a importância dos documentos produzidos pelo Sínodo?
Para encontrar respostas a estas e a outras perguntas ZENIT realizou uma breve pesquisa.
Como indicado pelo site oficial da Santa Sé, o Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente decidida pelo Papa Paulo VI em 15 de setembro de 1965, em resposta ao desejo dos Padres do Concílio Vaticano II de manter vivo o espírito de colegialidade episcopal formada pela experiência conciliar.
A assembléia dos Bispos se refere à antiga tradição sinodal da Igreja, mas é uma novidade do Concílio Vaticano II.
Sínodo é uma palavra grega “syn-hodos”, que significa “reunião”, “assembléia”. O Sínodo é, de fato, um lugar de encontro para os bispos, ao redor do Papa que o convoca como um instrumento para “consulta e colaboração”.
É, portanto, um lugar para a troca de informações e experiências, para a busca comum de soluções pastorais válidas universalmente.

Ex-mordomo do papa é condenado a 1 ano e 6 meses de prisão.



Reuters
A Corte do  Vaticano condenou neste sábado (6) Paolo Gabriele, ex-mordomo do papa Bento XVI, a um ano e seis meses de prisão após considerá-lo culpado pelo furto de documentos confidenciais da Igreja Católica.
O tempo foi reduzida devido a circunstâncias atenuantes, segundo a Corte, que anunciou a sentença após duas horas de deliberações. Gabriele também foi condenado a pagar as despesas legais do julgamento.
Em sua apelação final, o ex-mordomo disse à Corte que agiu exclusivamente motivado por um amor “visceral” pela Igreja Católica e pelo papa. Gabriele também afirmou não ser um ladrão. Ele falou minutos antes de a Corte se retirar para determinar o veredicto.
Sua defesa havia pedido que a Corte reduzisse as acusações contra Gabriele de roubo agravado para apropriação indevida, e que ele não seja preso.
Durante o julgamento, um policial ouvido como testemunha afirmou que foram encontrados “quase 1.000 “documentos de interesse” na residência do acusado.
“Há quase 1.000 documentos de interesse, incluindo fotocópias e originais e alguns documentos com a assinatura do Santo Padre”, afirmou Silvano Carli, um dos quatro policiais que seriam interrogados nesta quarta-feira, ao falar sobre as descobertas da força de segurança no momento da detenção de Gabriele, em maio.

Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé



Da Redação, Rádio Vaticano.

O Papa Bento XVI, neste Ano da Fé, concede indulgência plenária aos fiéis.Por ocasião do Ano da Fé, o Papa Bento XVI concede o dom da Indulgência Plenária. A Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 5, o decreto da Penitenciaria Apostólica com o qual se concede a indulgência.
As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:
- toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;
- toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;

domingo, 5 de agosto de 2012

O centro da nossa existência é a fé em Jesus, diz Bento XVI


O Senhor nos convida a não esquecer que, se é necessário preocuparmo-nos com o pão material, mais fundamental ainda é fazer crescer a relação com Ele.

"O centro da existência, ou seja, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança ao caminho tantas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo". A afirmação foi dita pelo Papa Bento XVI no Angelus deste domingo, 5. 
Centenas de pessoas foram até a residência apostólica de Castel Gandolfo, onde o Santo Padre passa um período de descanso, para acompanhar sua tradicional reflexão dominical. 
O Papa comentou o Evangelho do dia (cf. Jo 6, 24-35), em que Jesus interpela a multidão pelo fato de O procurarem não por terem visto os sinais de Deus, mas apenas por terem sido saciados, com a multiplicação dos pães. 
“Jesus quer ajudar as pessoas a não ficarem apenas no nível da satisfação imediata das próprias necessidades materiais, por muito importantes que sejam. Quer abrir a um horizonte da existência que não é simplesmente o das preocupações cotidianas do comer, do vestir, da carreira”, destacou Bento XVI.
As pessoas não compreendem o que Jesus lhes propõe. Pensam que lhes pede o cumprimento de qualquer preceito, para que o milagre continue. Mas a resposta de Jesus é: “a obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Mantenham altos os ideais, sejam santos”, diz Bento XVI no Estádio Meazza



Grande festa na manhã de hoje no Estádio Meazza de Milão para o encontro do Papa com os crismandos por ocasião do Encontro Mundial das Famílias. Cerca de 80 mil os fiéis presentes.
No seu discurso aos crismandos e seua familiares o Papa falou por primeiro da sua grande alegria pelo encontro no famoso estádio de futebol, acrescentando que os protagonistas hoje eram eles. Em seguida destacou o percurso de preparação para a Crisma, um percurso formativo chamado este ano na diocese de “O espetáculo do Espírito”.
Vocês descobriram o grande valor do Batismo, o primeiro dos Sacramentos, a porta de entrada para a vida cristã. Vocês o receberam graças aos seus pais, que, junto com os padrinhos, em seu nome professaram o Credo e se comprometeram a educá-los na fé. Esta foi para vocês – como também para mim, há muito tempo! - uma grande graça. Desde então, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, vocês entraram a fazer parte da família dos filhos de Deus, se tornaram cristãos, membros da Igreja.

Papa: ‘Estados devem zelar pelo casamento heterossexual’


Pontífice também defendeu liberdade de pais na educação e formação de filhos
Papa Bento XVI preside 7º Encontro Mundial das Famílias em Milão (Osservatore Romano / Reuters)
O papa Bento XVI disse neste sábado que os estados devem estar a serviço da pessoa e zelar pelo direito da família, “baseada no casamento entre um homem e uma mulher“. O pontífice fez essas declarações durante o encontro que teve com autoridades, empresários, trabalhadores, artistas e educadores da região italiana da Lombardia na sede do arcebispado de Milão, onde se aloja durante sua estada na cidade para presidir o 7º Encontro Mundial das Famílias.
O bispo de Roma destacou que o estado tem que reconhecer a identidade própria da família e o direito primário dos pais à livre escolha da educação e formação de seus filhos, “segundo o projeto educacional que considerem válido e pertinente”. “Não se faz justiça à família se o estado não sustentar a liberdade de educação para o bem comum de toda a sociedade”, ressaltou o papa.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Confira mensagem do papa Bento XVI aos membros da RCC


Queridos irmãos e irmãs!
Com grande alegria saúdo-vos por ocasião do quadragésimo aniversário da Renovação no Espírito Santo, na Itália, a expressão deste grande movimento de renovação carismática que ocorre na Igreja Católica, a partir do Concílio Vaticano II. Saúdo a todos com afeto, iniciando pelo Presidente Nacional, ao qual agradeço pelas palavras bonitas, cheias do Espírito, que trouxe a mim em nome de todos vocês. Saúdo o seu Orientador Espiritual, membros da Comissão e do Conselho, coordenadores e líderes de grupos e comunidades espalhadas por toda a Itália. Que a vossa peregrinação, uma oportunidade de fazer uma pausa de oração junto ao túmulo de São Pedro, possa fortalecer a vossa fé, vos faça crescer no testemunho cristão e possibilite que vós enfrenteis sem medo, guiados pelo Espírito Santo, as tarefas desafiadoras da nova evangelização.
Tenho o prazer de encontrar-vos na véspera de Pentecostes, festa fundamental para a Igreja e tão significativa para o seu movimento, e exorto-vos a aceitar o amor de Deus que nos é comunicada através do dom do Espírito Santo, o princípio unificador da Igreja. Nessas décadas - quarenta anos – vós tendes vos esforçado para oferecer vossa contribuição específica para a propagação do Reino de Deus e a edificação da comunidade cristã, promovendo a comunhão com o Sucessor de Pedro, com os Pastores e com toda a Igreja. De maneiras diferentes vós afirmastes o primado de Deus, para quem se dirige sempre e supremamente nossa adoração. E vós tendes proposto trazer essa experiência para as novas gerações, mostrando a alegria da vida nova no Espírito, através de uma ampla variedade de obras de forção e atividades relacionadas com a nova evangelização e a missão ad gentes. Vosso trabalho apostólico tem contribuído para o crescimento da vida espiritual da sociedade e da Igreja italiana e, através de caminhos de conversão que levaram muitas pessoas para serem curadas profundamente pelo amor de Deus e muitas famílias a superarem momentos de crise. Há também em seus grupos jovens que generosamente responderam à vocação de especial da consagração a Deus, tanto no sacerdócio quanto na vida consagrada. Por tudo isto, eu vos agradeço e ao Senhor!
Queridos amigos, continuai a testemunhar a alegria da fé em Cristo, a beleza de ser discípulos de Cristo, o poder do amor que o Evangelho irradia na História, bem como a graça incomparável que cada crente pode experimentar com a prática santificadora dos sacramentos na Igreja e com o exercício de humildade e desinteressado dos carismas, que, como diz São Paulo, devem sempre ser usados para o bem comum. Não ceda à tentação da mediocridade e do hábito! Cultive na alma desejos elevados e generosos! Fazei vossos os pensamentos, sentimentos e ações de Jesus! Sim, o Senhor chama cada um de vós para ser um colaborador incansável de seu plano de salvação, que muda corações; Ele também precisa de vós para fazer de vossa famílias, comunidades e cidades lugares de amor e esperança.

domingo, 20 de maio de 2012

Bento XVI pede uma nova geração de católicos para renovar à Igreja,


Ao receber esta manhã a um grupo de Bispos dos Estados Unidos, o Papa Bento XVI alentou a uma nova geração de católicos, sustentados em um forte patrimônio cultural e espiritual, que permita a renovação da Igreja.
Isto indicou o Papa em seu discurso ao último grupo de prelados norte-americanos que realizam sua visita quinquenal ad limina a Roma. Em encontros anteriores, diversos grupos de bispos sublinharam a importância de preservar e fomentar o dom da unidade católica, como condição para o cumprimento da missão da Igreja nos Estados Unidos.
Respondendo a esta preocupação, Bento XVI se referiu em seu discurso à necessidade de incorporar à Igreja nos Estados Unidos o patrimônio de fé e cultura contribuído pelos imigrantes católicos.
O Papa elogiou o trabalho realizado pela Igreja norte-americana para responder ao fenômeno da imigração: "a comunidade católica nos Estados Unidos continua, com grande generosidade, recebendo ondas de novos imigrantes, proporcionar-lhes assistência pastoral e assistência econômica, mas acima de tudo do ponto de vista humano. Assim, isto é de profunda preocupação para a Igreja, uma vez que implica garantir o tratamento justo e a defesa da dignidade humana dos imigrantes.".

terça-feira, 15 de maio de 2012

Livro com a mensagem de Bento XVI para o Dia da Comunicação disponível para download


 “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização” é o tema para o próximo 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais proposto pelo papa Bento XVI, que será celebrado no dia 20. No pensamento do papa, agora também disponível para download em português (http://www.pccs.va/images/mesa_comun/PDF/brasil-Livreto.pdf), o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável de ruídos na comunicação, mas como um elemento necessário de integração.
Segundo o papa, o silêncio favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento e pode ser visto como um primeiro grau de acolhimento da palavra. Não há dualidade entre “Silêncio e Palavra”, mas complementaridade entre ambos os termos que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação e torna-as fecundas no serviço da nova evangelização.
“Silêncio e palavra” nos convocam a uma reflexão sobre o silêncio fundador, este que se relaciona irrevogavelmente com a Palavra. Portanto, fazer da comunicação um ato pleno de contato com Deus, com o próximo e com a sociedade exige que antecipadamente instituamos o silêncio como um modo de estabelecer comunhão. “Silêncio e palavra” são recursos que possuem uma base sólida capaz de nos conduzir à comunicação plena.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bento XVI pede defender a vida das crianças no ventre das mães


Em sua visita pastoral à Toscana, Itália, o Papa Bento XVI exortou a dar testemunho do amor de Deus mediante a defesa da vida desde seu primeiro momento, até seu fim natural, e mediante leis que defendam o direito a viver dos mais indefesos.
Bento XVI chegou em helicóptero às 9:00h (hora local) a Arezzo, onde foi recebido pelo Arcebispo de Arezzo, Dom Ricardo Fontana e o representante do governo italiano, Mario Monti. Posteriormente se reuniu com os milhares de peregrinos no parque “Il Prato” da cidade para celebrar a Eucaristia.
Durante a homilia, Bento XVI exortou a “testemunhar o amor de Deus na atenção aos últimos se conjuga também com a defesa da vida, desde seu primeiro momento até seu fim natural”, e que “a defesa da família, através de leis justas e capazes de tutelar também os fracos, constitua sempre um ponto importante para manter um tecido social sólido e oferecer perspectivas de esperança para o futuro”.
“Nisto, a Igreja oferece sua contribuição para que o amor de Deus esteja sempre acompanhado por aquele amor ao próximo” assinalou o Santo Padre.

sábado, 12 de maio de 2012

Papa visita santuário franciscano em Arezzo

Santuário franciscano do Monte Alverne fica na província de Arezzo, na Itália
Neste domingo, 13, o Papa Bento XVI visita o Santuário franciscano de Alverne, que fica em meio às montanhas da província de Arezzo, na Itália.
Este lugar era um dos preferidos de São Francisco para retiro e oração e foi ali que, no verão de 1224, ele recebeu os estigmas, dom doloroso, sinal da Paixão de Cristo.  
Bento XVI já esteve neste santuário quando ainda era cardeal, no dia 17 de setembro de 1988, durante a festa dos estigmas. “A história de São Francisco é a história de um grande amor que o levou até a identificação corporal com Jesus”, disse o então Cardeal Joseph Ratzinger.
Desta vez, ele irá à Igreja de Santa Maria dos Anjos e falará aos frades e monjas clarissas da Toscana. Um dos que receberão o Papa é o frade Massimo Grassi, guardião do Santuário franciscano do Monte Alverne. O frade vê esta visita do Papa como uma peregrinação de fé.
“Subirá justamente como um peregrino, como tantos peregrinos que sobem aqui em Alverne, para encontrar, sobretudo, o Cristo através da experiência de Francisco. O peregrino que sobe aqui em cima é sedento, sedento de Deus, consciente ou inconscientemente”, salienta o frade em entrevista ao Programa “No coração da Igreja”.

domingo, 6 de maio de 2012

É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, enfatiza Papa

O Papa Bento XVI fez a proclamação do Regina Coeli da janela de seu escritório aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1), disse Jesus aos seus discípulos. De fato, salienta o Papa Bento XVI na proclamação do Regina Coeli deste domingo, 6, “a verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha”.
Assim, “é indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada”, enfatizou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Regina Coeli de Bento XVI – 06/05/2012
São Francisco de Sales escreve: “O ramo, unido e em conjunto com o tronco, porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Intenções de oração de Bento XVI para o mês de maio


Neste mês de maio, o Papa reza pelas famílias e pelos missionários
Nas intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de maio estão as famílias e os missionários.
Como intenção geral, o Santo Padre reza "para que na sociedade sejam promovidas iniciativas que defendam e reforcem o papel da família".
Na intenção missionária deste mês, o Papa pede à "Maria, Rainha do mundo e Estrela da Evangelização, que acompanhe todos os missionários no anúncio de seu Filho Jesus".
O Papa confia suas intenções, todos os meses, ao Apostolado da Oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.
Fonte: CN Noticias

domingo, 29 de abril de 2012

Papa aos novos sacerdotes por ele ordenados: “quando a cruz se tornar mais pesada, será a hora mais preciosa”


Bento XVI presidiu na manhã deste domingo à santa missa na Basílica de São Pedro, na qual ordenou nove sacerdotes para a Diocese de Roma.
“A tradição romana de celebrar ordenações sacerdotais neste IV Domingo de Páscoa, domingo “do Bom Pastor”, contém uma grande riqueza de significado, ligada à convergência entre a Palavra de Deus, o Rito litúrgico e o Tempo pascal em que se coloca” – explicou o Papa no início da homilia.
“Em particular – continuou –, a figura do pastor, tão relevante na Sagrada Escritura e naturalmente muito importante para a definição do sacerdote, adquire a sua plena verdade e clareza no rosto de Cristo, na luz do Mistério de sua morte e ressurreição” – com essas palavras, Bento XVI situou as ordenações sacerdotais por ele feitas durante a celebração explicando o seu significado no contexto da liturgia celebrada neste domingo.
“O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”, destacou o Papa, evidenciando a primeira característica fundamental do bom pastor. Bento XVI acrescentou que nessa passagem de Jo 10,11 somos imediatamente levados ao centro, ao cume da revelação de Deus como pastor de seu povo.
“Este centro e cume é Jesus, precisamente Jesus que morre na cruz e ressurge do sepulcro no terceiro dia, ressurge com toda a sua humanidade, e desse modo nos envolve, cada homem, em sua passagem da morte para a vida” – acrescentou.
“Esse evento – a Páscoa de Cristo – em que se realiza plenamente e definitivamente a obra pastoral de Deus, é um evento sacrifical: por isso o Bom Pastor e o Sumo Sacerdote coincidem na pessoa de Jesus que deu a vida por nós.
Dirigindo-se aos diáconos que logo em seguida seriam ordenados sacerdotes, o Pontífice ressaltou que “é lá que o Bom Pastor quer conduzir-nos! É lá que o sacerdote é chamado a levar os fiéis a ele confiado: à verdadeira vida, à vida “em abundância”.
“O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Jesus insiste sobre essa característica essencial do verdadeiro pastor que é ele mesmo: “dar a própria vida”.
“Esse é claramente o traço qualificador do pastor assim como Jesus o interpreta em primeira pessoa, segundo a vontade do Pai que o enviou.”
E o sacerdote – explicou o Santo Padre – é “aquele que é inserido num modo singular no mistério de Cristo, com uma união pessoal a Ele, para prolongar a sua missão salvífica”. Essa união, que se dá graças ao Sacramento da Ordem, requer que se torne “sempre mais estreita” pela generosa correspondência do próprio sacerdote.

sábado, 28 de abril de 2012

Bento XVI: Sem oração a vida se converte em ativismo que sufoca e não satisfaz


 O Papa Bento XVI explicou que sem a oração, que a respiração da alma, a vida se converte em um mero ativismo que sufoca e não satisfaz; impedindo além disso "ver a realidade com olhos novos".
Assim o indicou o Santo Padre na catequese da sua Audiência geral desta quarta-feira com os fiéis na Praça de São Pedro, em uma reflexão sobre a oração nos primeiros tempos da Igreja com os Apóstolos.
Bento XVI explicou que "Sem a oração cotidiana vivida com fidelidade, o nosso fazer se esvazia, perde o sentido profundo, se reduz a um simples ativismo que, no final, nos deixa insatisfeitos. (...) Cada passo da nossa vida, toda ação, também na Igreja, deve ser feita diante de Deus, à luz da sua Palavra".
“Quando a oração é alimentada pela palavra de Deus, podemos ver a realidade com olhos novos, com os olhos da fé e o Senhor, que fala à mente e ao coração, dá nova luz ao caminho em todos os momentos e em todas as situações. Nós cremos na força da Palavra de Deus e da oração. Também a dificuldade que está vivendo a Igreja diante do problema do serviço aos pobres e a questão da caridade, é superada na oração, à luz de Deus, do Espírito Santo", afirmou.
"Se os pulmões da oração e da Palavra de Deus não alimentam a respiração da nossa vida espiritual, sofremos o risco de nos sufocarmos em meio às mil coisas de todos os dias: a oração é a respiração da alma e da vida", alertou o Santo Padre.
Quando rezamos, "quando nos encontramos no silêncio de uma igreja ou de nosso quarto, estamos unidos no Senhor a tantos irmãos e irmãs na fé, como uma junção de instrumentos, que apesar da individualidade de cada um, elevam a Deus uma única grande sinfonia de intercessão, de agradecimento e de louvor", disse o Papa.
Sobre os primeiros cristãos, Bento XVI disse que "desde o início do seu caminho, (a Igreja) teve que enfrentar situações imprevistas, novas questões e emergências às quais procurou dar respostas à luz da fé, deixando-se guiar pelo Espírito Santo".
Isso se manifestou já nos tempos dos Apóstolos. O evangelista São Lucas narra no livro dos Atos um problema sério que a primeira comunidade cristã de Jerusalém teve que resolver (…) “a respeito da pastoral da caridade junto às pessoas solitárias e necessitadas de assistência e ajuda", uma questão difícil que podia provocar divisões dentro da Igreja.
"Neste momento de emergência pastoral, sobressai o discernimento realizado pelos apóstolos. Eles se encontram diante da exigência primária de anunciar a Palavra de Deus segundo o mandato do Senhor, mas - também se esta é uma exigência primária da Igreja - consideram da mesma forma o dever da caridade e da justiça, isto é, o dever de assistir as viúvas, os pobres, de prover com amor diante das situações de necessidade nas quais se encontram irmãos e irmãs, para responder ao mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”".
A decisão que tomam é clara: não é justo que abandonem a oração e a predicação, por isso foram "são escolhidos sete homens; os apóstolos rezam para pedir a força do Espírito Santo e depois, impõem as mãos para que se dediquem em modo particular a essa diaconia da caridade".
Esta decisão, explicou o Papa, "mostra a prioridade que devemos dar a Deus, à relação com Ele na oração, tanto pessoal como comunitária. Sem a capacidade de nos parar a escutar ao Senhor, a dialogar com Ele, corre-se o risco de agitar-se e preocupar-se inutilmente pelos problemas e as dificuldades, incluídas as eclesiásticas e pastorais".

Bento XVI recordou que os santos "experimentaram uma profunda unidade de vida entre oração e ação, entre amor total a Deus e amor aos irmãos".
“São Bernardo, que é modelo de harmonia entre contemplação e operosidade, no livro De Consideratione, endereçado ao Papa Inocêncio II para oferecer-lhe algumas reflexões a respeito de seu ministério, insiste exatamente sobre a importância do recolhimento interior, da oração para defender-se dos perigos de uma atividade excessiva, qualquer que seja a condição na qual se encontra a tarefa que se está desenvolvendo. São Bernardo afirma que a demasiada ocupação, uma vida frenética, geralmente acabam induzindo o coração a fazer sofrer o espírito", ressaltou.
"O trecho dos Atos dos Apóstolos nos recorda a importância do trabalho - sem dúvida se é criado um verdadeiro ministério - , do empenho nas atividades cotidianas que são desenvolvidas com responsabilidade e dedicação, mas também a nossa necessidade de Deus, da sua direção, da sua luz que nos dão força e esperança",concluiu o Santo Padre.
Fonte: ACI Digital