Oriunda
de uma iniciativa que mobilizou mais de um milhão de assinaturas de
brasileiros, nasceu a Lei Complementar nº. 135/2010, popularmente conhecida
como “Lei da ficha limpa”. Essa lei será uma importante aliada nas eleições
municipais que ocorrerão este ano, uma vez que tornará inelegíveis candidatos
que tiverem o mandato cassado, renunciarem para evitar a cassação ou forem
condenados por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz). Com o
dispositivo, é esperado se diminuam delitos políticos e eleitorais, já que
apenas pessoas que preenchem os critérios estabelecidos pela lei poderão de candidatar.
No entanto, o questionamento que vem à tona é: Para ser um bom candidato basta
apenas ter uma ficha limpa?
Na
doutrina social da Igreja, política é “uma prudente solicitude pelo bem comum”
(João Paulo II, Laborem exercens). Então, de acordo com essa premissa, é
necessário que os candidatos que visam representar o povo soberano, sejam
sensíveis às causas sociais. Além de estar isento de crimes políticos e
eleitorais, é importante um histórico de engajamento social como atividades
espontâneas, em sindicatos ONGs, realizadas em prol de causas comunitárias e
sociais, sem objetivo de lucro ou vantagem pessoal, visando o bem comum.
