Embora os cientistas em geral não acreditem nas
narrativas bíblicas, está mais claro que todos os seres humanos carregam em seu
genoma parte do DNA de um homem e uma mulher, que de acordo com eles, viveram
há dezenas de milhares de anos.
Segundo um novo estudo da Universidade Stanford, EUA, esses antecedentes
comuns vieram da África e são chamados de “Eva mitocondrial” e “Adão
cromossomial-Y”.
Porém, diferentemente do casal bíblico, eles
provavelmente não se conheceram. Seriam os últimos ancestrais a partir dos
quais se pode traçar uma linha direta de descendência paterna ou materna até os
dias de hoje.
A descoberta foi publicada na mais nova edição da
revista Science, e contraria estimativas anteriores, diminuído a “idade”
desses primeiros humanos.
O estudo foi feito avaliando o material genético
que os pais passam a seus filhos e filhas. Durante a concepção, parte do
DNA é transmitida exclusivamente pelo pai: o cromossomo Y, que caracteriza o
sexo masculino, além do DNA mitocondrial, que explica porque a Eva do estudo
recebeu esse “sobrenome”.
