Fonte: ANSA
O jornal vaticano L’Osservatore Romano
publicou nesta terça-feira, dia 30, que as recentes declarações do papa
Francisco sobre o papel das mulheres na Igreja e o homossexualismo mostram que
a religião “não deve ser uma rígida distribuidora de julgamentos, mas deve
estar sempre pronta a acolher os pecadores, ou seja, todos nós”.
“Pode-se mudar tudo sem mudar as regras de
base, aquelas sobre as quais se constrói a tradição católica. Esta é a
posição do Papa inclusive [em relação] aos homossexuais”, apontou um
artigo assinado por Lucetta Sacaraffia.
“Papa Francisco não muda nada das regras
morais, mas anula um moralismo rígido fofoqueiro. Com poucas palavras, afasta
da Igreja Católica acusações de homofobia que a perseguiram nos últimos
tempos”, concluiu. Ainda de acordo com o artigo, com estas declarações,
Francisco destacou questões as quais “tinha dado pouco espaço até agora”.
“Na longa, serena e aberta entrevista que o
papa Francisco deu aos jornalistas, as grandes novidades são, sobretudo,
duas: as mulheres e os homossexuais”, apontou o jornal.
“As declarações do Papa sobre o papel das
mulheres na Igreja Católica são claras e revelam uma forte vontade de
abertura”, acrescentou Sacaraffia. “A abertura é substancial e diretamente
ligada ao projeto de reforma da Igreja: sem um reconhecimento aberto do papel
das mulheres, não se pode esperar aquela Igreja vital e acolhedora que o papa
Francisco deseja”.
No começo desta semana, Francisco declarou,
conversando com jornalistas presentes no avião que o levou de volta do Rio de
Janeiro para a Cidade do Vaticano, que ele “não julga” uma pessoa por ser
homossexual. “Quem sou eu por julgar? Não achei documentos de identidade gay no
Vaticano. Dizem que têm, mas eu acredito que seja necessário distinguir o fato
de uma pessoa ser gay do fato que faz lobby”, afirmou o Pontífice, explicando
que “ser gay é uma tendência, o problema são os lobbies. Fazer lobby não é uma
coisa certa”.

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